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    Jorge Gesteira

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    Sobre mim

    formado em Arquivologia pela UFF
    Nascido em 12/08/1963, em São Gonçalo, RJ, aprendeu a observar o mundo de forma ampla, definindo os conceitos que regem sua vida. Funcionário público por opção, formado em Arquivologia por compreensão da profissão como base de todo o circuito informacional, marceneiro nas horas vagas, dançarino de salão nos bailes da vida e um amante da justiça social verdadeira.

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    Jorge Gesteira
    Comentário · há 5 anos
    A favor e contra o texto do Exmo. Juiz Federal Willian Douglas vem minha visão do mesmo tema.
    Vivemos em um país contraditório, onde aqueles que se dizem discriminados são os maiores preconceituosos. Nossa sociedade, diferenciada das demais sociedades do planeta, tem em comum com elas o preconceito.
    Estudei até a 8ª série em escola pública, pobre de recursos e mal suprida de profissionais na fiscalização dos alunos. Porém uma escola em que minhas primeiras professoras me deram o seguinte recado: "Estamos aqui para te ensinar, mas o seu aprendizado depende do seu interesse!" E, nessa proposta, busquei aprender o máximo que podia, porém, muitos dos meus colegas nem sequer olhavam para o quadro negro, não havia interesse.
    Não é a cor, a condição econômica, a opção sexual, o sexo ou a religião que deve orientar a escolha das pessoas, mas o seu grau de interesse.
    Há três anos um estudante de escola pública do Nordeste, pobre e que morava em uma casa distante da escola, ficou em 5º lugar no ENEM. Perguntado por um repórter sobre como obtivera tal resultado, sua resposta foi: "Estudando! Minha escola é pequena, quase não recebe recursos. Mas existe o esforço dos professores e o interesse dos alunos em vencer as dificuldades!" Daí me vem a percepção das coisas que observo no caminho...
    O programa de cotas é simplesmente uma forma de dizer aos seus favorecidos que eles são incapazes de vencer ou alcançar seus objetivos sem serem favorecidos de alguma forma. É um mecanismo que dá uma vaga a um cotista que teve 60% de acerto numa prova em detrimento dos 78% de acerto de um não-cotista que perde a vaga por este motivo. Não adiantou ele estudar, perder noites de sono, pagar um cursinho preparatório. Tudo o que lhe resta é lutar para ficar entre os dez primeiros, pois, de outra forma, corre o risco de não conseguir a vaga, seja ela para o que for.
    Ainda existem outros absurdos, como comemorar o 'Dia da Consciência Negra', como se o fato de negros terem consciência fosse algo a se comemorar. Isso é preconceituoso.
    Da mesma forma a 'Parada do Orgulho Gay' é mais uma manifestação desnecessária, pois independente de sua opção sexual, todos devem procurar motivos para terem orgulho próprio.
    Não desmereço ou acho errado quaisquer pessoas que acreditam no programa de cotas, mas creio que ele está na contramão da justiça social, pois estabelece que fulano é menos capaz do que sicrano ou beltrano e gera uma desleal inversão de valores para a construção de um mundo melhor, pois os melhor-preparados passam a não figurar mais nas posições em que seriam necessários.
    Assim, revelo uma pequena parcela do meu ponto de vista e agradeço a oportunidade para tal.

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